domingo, 14 de outubro de 2012

"Web" (teia)



Filtro dos Sonhos 

TRANCOSO-BA


Em recente viagem ao sul da Bahia, a primeira coisa que avistei quando cheguei ao famoso quadrado de Trancoso -  bem lá no alto onde o azul do céu se confunde com o mar - pendurado nas árvores vários pequenos círculos balançavam ao vento e chamaram minha atenção... lá fui eu perguntar??? Nenhum manual de explicação acompanhava o objeto e a senhorinha que os vendia não tinha muita explicação, disse apenas que era um artefato indígena feito pelos índios da aldeia dos Pataxós e tinham a função de filtrar os sonhos ruins dos bons... 
No último dia da minha estada naquele paraíso, antes de voltar para Porto Seguro, lá fui eu me despedir do quadrado e comprei os tais filtros para presentear duas pessoas queridas, mas antes de entregar os presentes fui ao santo "Google" consultar sobre o significado dos tais filtros e aqui compartilho a interessante história desse artefato indígena que une a linguagem dos sonhos com realidade da vida.


...Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas.
Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento á morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia :
"Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios".
No final a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe:
"No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vem de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos, quando eles ainda estão no ar. Os bons sonhos sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo até o nascer do sol, e desaparecem com a primeira luz do novo dia" 

Esse círculo é conhecido como "dreamcatcher" (apanhador de sonhos). Aqui no Brasil é chamado de Filtro dos Sonhos ou Coletor de Sonhos.
Trata-se de um instrumento de poder para assegurar bons sonhos para aqueles que dormem debaixo dele, e também para trazer visões.
Geralmente são colocados onde a luz bate pela manhã, em frente a janela. Os nativos nos ensinam que os sonhos passam pelo furo no centro e os maus sonhos ficam presos na teia e se dissipam à luz do amanhecer.
Você poderá colocá-lo no seu quarto, escritório, ou até no berço ou carrinho do bebê. Os nativos ensinam que os bebês ao verem a pena balançar com o vento, se entretêm e aprendem a importância do ar. Ele é feito na forma de um círculo, tradicionalmente com galhos de Salgueiro. É feita uma rede na forma de uma teia de aranha com uma abertura ao centro. Tem muitas lendas de origem, de acordo com cada tribo e também diferentes formas de tecer.

É uma mandala. Segundo Jung, a mandala se encontra na própria alma humana, aparecendo nos sonhos e em diversas imagens criadas pelo nosso inconsciente. 
O Circulo
Representa, o Círculo da Vida. As rodas, ou círculos, representam a totalidade. O círculo é o símbolo do Sol, do Céu e da Eternidade. No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim.Qualquer que seja a representação simbólica em qualquer era e em qualquer cultura, um Círculo de Poder, serve como um espelho, onde podemos ver o reflexo do Universo e o Grande Tudo, que contém a totalidade, trabalhando para o entendimento dos mistérios da vida, do cosmos, e das leis naturais. 
A Teia e a Pena
Pode ser colocada uma pena no centro, simbolizando a respiração, o elemento ar, e em alguns são colocados uma pedra/cristal. Tudo o que é colocado possui um significado.
O Centro da Teia
Corresponde ao Grande Mistério, o Criador, a Força que abrange o Universo inteiro.
Coloque seu filtro de forma ritualística. Isso é o que diferencia um adorno de um instrumento de poder. Purifique antes o ambiente, o próprio filtro, e coloque sua intenção. Faça sua própria cerimônia. Peça proteção para o lar, família, pensamentos.
Atualmente muitas lojas vendem filtro dos sonhos, alguns industrializados com penas coloridas, espelhinhos. Particularmente, prefiro algo mais tradicional, mais rústico, feito artesanalmente com cipós colhidos, com preces e orações. Você poderá comprar em lojas ou aprender a fazer numa oficina de confecção (acho mais interessante !)
No xamanismo evoca-se a essência espiritual da aranha para compreender melhor a "teia da vida", para evocar a criatividade e a imaginação. Inspira a visão e o poder para trazer nossos sonhos até a realidade. Para se obter independência e coragem, para rompermos com armadilhas que criamos, sejam emocionais ou espirituais. Para rompermos a teia da ilusão, construirmos novos sonhos, para sonharmos mais, para tecermos nossa própria vida.
Bons Sonhos ! 


Fonte de consulta:  
http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191052936It009

domingo, 16 de setembro de 2012

Mercado de trabalho e os valores do belo, do benefício e do bem




Daisaku Ikeda, presidente da Soka Gakkai Internacional, fala sobre a  “Teoria do Valor”, um tratado filosófico de seu mestre, o fundador da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguti. (...)Makiguti ensinou que existem três tipos de valor: do belo, do benefício e do bem. Na área do trabalho, o valor do belo significa encontrar um emprego de que gostem; o valor do benefício é conseguir um emprego que proporcione um salário com o qual possam se sustentar; e o valor do bem significa encontrar um emprego que ajude os outros e que contribua para a sociedade. Toda disse uma vez: “O ideal de todas as pessoas é encontrar um emprego de que gostem (belo), que seja seguro financeiramente (benefício) e com o qual possam contribuir para a sociedade (bem)”. (...)
Uma vez que decidirem sobre um trabalho, espero que não sejam o tipo de pessoa que desiste facilmente e que sempre se mostra insegura ou reclamando. Mas, se depois de terem feito o máximo, chegarem à conclusão de que o emprego em que estão não é o melhor para vocês e então decidirem mudar, não há problema. Minha preocupação é que essa decisão não resulte de vocês terem se abalado porque se esqueceram de que são responsáveis por seu próprio ambiente. (...)
Há um ditado que afirma: “Seja o melhor em algo!” É importante tornar-se uma pessoa de confiança onde quer que esteja e que brilhe com fulgor. Algumas vezes, podem não gostar do trabalho à primeira vista, mas passam a amá-lo quando se conscientizarem de fazer o máximo nele. “Quando a pessoa gosta do que faz, ela faz bem feito”, diz outro ditado. Gostar de seu trabalho também lhe dará condições de desenvolver seu próprio talento. Uma vez que decidiram trabalhar em certo local, é importante que busquem o caminho que escolheram sem serem desencorajados nem derrotados, de forma que não tenham arrependimentos na escolha que fizeram.

(Diálogo sobre a Juventude — Para os Protagonistas do Século XXI. São Paulo: Brasil Seikyo, 2001. vol. 1, p. 93–122.)

domingo, 17 de junho de 2012

Caminhando...

No caminho da Casa das Rosas, em direção ao Paraíso,
tomo um tempo para mim...
Elevo meu olhar para apreciar o lindo céu azul
deste ensolarado dia de outono...
Com o olhar perdido na imensidão do azul celeste,
 uma brisa morna veio meu rosto acariciar...
Eis que meu coração se acelerou e flashes de lembranças
bem vividas, deixaram meus passos sem compasso...
A vontade era de correr e saltitar e uma alegria
incontida veio este meu dia iluminar...
Simplesmente eu

domingo, 20 de maio de 2012

"O teste do sucesso não é o que você faz quando está por cima. Sucesso é que altura você atinge quando dá a volta por cima depois de chegar ao fundo do poço".

No dia 29 de janeiro de 1996, uma labareda tomou conta de uma das construções mais valiosas de Veneza: a casa de ópera La Fenice, de 204 anos de idade. Centenas de pessoas viram o edifício ser consumido pelas chamas.

Por coincidência, La Fenice significa "a Fênix", referindo-se à ave mitológica de grande porte que merecia o título de animal mais raro da face da terra, simplesmente por ser a única de sua espécie.

Fênix possuía uma parte da plumagem feita de ouro e a outra colorida de um vermelho incomparável. A isso ainda aliava uma longevidade jamais observada em nenhum outro animal. Seu habitat eram os desertos escaldantes e inóspitos da Arábia, o que justificava sua fama de quase nunca ter sido vista por ninguém.

Quando Fênix percebia que sua vida secular estava chegando ao fim, fazia um ninho com ervas aromáticas, que entrava em combustão ao ser exposto aos raios do Sol. Em seguida, atirava-se em meio às chamas para ser consumida até quase não deixar vestígios. Do pouco que sobrava de seus restos mortais, se arrastava milagrosamente uma espécie de verme que se desenvolvia de maneira rápida para se transformar numa nova ave, idêntica à que havia morrido.

A crença nessa ave lendária figura na mitologia de vários e diferentes povos antigos, tais como gregos, egípcios e chineses. Apesar disso, em todas essas civilizações, seu mito preserva o mesmo significado simbólico: o renascer das próprias cinzas.

Até hoje, essa idéia é bastante conhecida e explorada simbolicamente.

Podemos restaurar o que os incêndios destroem em nossa vida? Às vezes. Em outras circunstâncias é melhor que as cinzas sejam esquecidas, para que algo completamente novo seja construído.

Renascer é o processo através do qual você lamenta a sua perda e depois se levanta e começa tudo de novo. É um dos principais segredos para alcançar o sucesso. As pessoas realizadas são aquelas que nunca desistiram de tentar ser assim.

Enquanto você está processando integralmente os aspectos físicos, psicológico e emocional da decepção, vai começar a notar que continua vivo. Algumas pessoas pensam que não podem suportar aquela crise de jeito nenhum porque é demais para elas. Notar que você é um sobrevivente daquela experiência é uma conscientização importante. Isso é chamado de viver o tempo presente. Você não está mais revivendo repetidamente o passado na sua cabeça. Está pronto para viver o presente, aqui e agora.

O que aflora em seguida é a noção de que pode existir um futuro. Considerar um futuro significa preparar-se para olhar para frente e imaginar que tem opções. A criatividade entra no quadro quando você acredita que na verdade poderia visualizar uma vida, elaborar um plano para concretizá-la e então resolver avançar passo a passo. Você considera as possibilidades que nunca imaginou e começa a estabelecer objetivos, atividades que o colocam mais uma vez no tabuleiro do jogo da vida.

Será preciso avaliar se é mais sensato continuar a batalhar pelo mesmo objetivo que perseguia antes, ou se é melhor formular uma nova meta. Também terá de determinar um novo curso de ação, construído sobre as lições que aprendeu com a crise, revisando seus planos em tudo que for necessário.

Depois de uma decepção, seus objetivos iniciais não serão monumentais. Serão passos minúsculos de bebê que vão aumentando aos poucos. Não serão passos para trás, retrocedendo aos velhos e bons tempos, nem farão com que você ande em círculos, sem saber direito o que fazer com sua vida. Esses novos passos serão dados para frente, na direção do seu futuro. Seu novo futuro pode até ser semelhante ao passado, antes da crise. Mas agora você pode abordá-lo de olhos mais abertos e com a vantagem do conhecimento que adquiriu.

Apesar de não serem passos gigantescos associados a conquistas significativas, seus objetivos novos estarão indo na direção certa. Não deixe de reconhecê-los. Tenha o cuidado de não menosprezá-los, desacreditá-los ou desqualificá-los por não estarem no mesmo nível das realizações anteriores. Parte desse processo de andar para frente é dar-se permissão para estar num nível diferente, apesar de novo, de realização. Como diz o ditado, às vezes você precisa "ir mais devagar para ir mais depressa".

Algumas vezes, como a Fênix, temos que renascer das cinzas. Devemos passar pelo fogo e sair fortalecidos, renovados e renascidos.
Por:
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II

Um outro modo de ver as coisas

Um Outro Modo de Ver as Coisas, escrito por Daisaku Ikeda e dirigido por Cory Taylor, com o apoio da Soka Gakkai Internacional (SGI).
O filme trata de uma viagem do então jovem historiador britânico Arnold Toynbee aos campos de batalha entre a Grécia e a Turquia, nos idos de 1920. A postura de Toynbee em "ouvir o outro lado", mostrando as crueldades cometidas pelos gregos (apoiados pelos norte-americanos - sempre eles!) contra civis turcos, não agradou a sociedade europeia da época, cúmplice das atrocidades da guerra greco-turca. O texto de Ikeda relata o depoimento que o próprio Toynbee fez quando da ocasião de um diálogo que realizaram, que resultou num livro intitulado Escolha a Vida.
Outro filme é Uma Revolução Silenciosa, também dirigido por Cory Taylor, com o apoio da SGI. No filme são contadas experiências exitosas com relação aos grandes problemas ambientais que o planeta enfrenta. Trata da força que iniciativas individuais podem ter quando conseguem romper a barreira do que se acreditava impossível. Sem apoio de seus governos, essas pessoas iniciam movimentos que promovem uma verdadeira revolução silenciosa. Para os mais céticos, o filme apresenta uma proposta esperançosa de mudar o mundo para que ele fique bom para todos que o habitam. Coleta de água da chuva, método seguro de destruição de poluentes orgânicos persistentes (POP's) e o Movimento Cinturão Verde, são alguns do exemplos que o filme nos traz.

domingo, 13 de maio de 2012

Segundo Domingo de Maio - Especial

Homenagem a todas as mulheres, que não por força da natureza, mas por força do instinto materno carregam em si o potencial para: cuidar, proteger, acolher e amar todos os filhos do mundo...  Feliz Domingo de Maio!!!


sábado, 28 de abril de 2012

Nam-myoho-rengue-kyo, Nam-myoho-rengue-kyo, Nam-myoho-rengue-kyo...

Estabelecimento do Verdadeiro Budismo

Foi na manhã do dia 28 de abril de 1253 que Nitiren Daishonin recitou pela primeira vez o Nam-myoho-rengue-kyo, proporcionando às futuras gerações a chave para abrir a porta que as separa do tesouro da iluminação oculto dentro de seu coração. Às doze horas desse dia, expôs sua doutrina na presença de seu mestre, religiosos e pessoas que se reuniram no Templo Seityoji, afirmando que o Sutra de Lótus é supremo e o Nam-myoho-rengue-kyo é a essência deste.

O Nam-myoho-rengue-kyo é o ensino perfeitamente dotado, a prática ininterrupta do auto-aprimoramento, a sabedoria, o Buda verdadeiro, a Lei da Vida, o som que gera a harmonia com a Lei do Universo, o ritmo fundamental do cosmos. Enfim, Nam-myoho-rengue-kyo é a essência básica da vida na qual existe uma lei atuante, eterna e imutável. Tanto a vida do Universo como a vida do ser humano, toda a matéria e fenômenos existentes, são regidos por essa lei que processa as mutações em geral.

Numa passagem de Daishonin lemos: “Nam, de Nam-myoho-rengue-kyo, deriva do sânscrito, e Myoho-rengue-kyo deriva do chinês. Sânscrito e chinês reúnem-se em um único momento para formar o Nam-myoho-rengue-kyo.” (Gosho Zenshu, pág. 708.) Portanto, o Nam-myoho-rengue-kyo está representado por palavras da Índia e da China, isto é, da transcrição fonética da palavra sânscrita Namas e dos caracteres Miao-falien-hua-ching, tradução chinesa do título sânscrito do Sutra de Lótus, Saddharma-pundarika-sutra, cuja pronúncia em japonês é Myoho-rengue-kyo.

Ao ser perguntado sobre a necessidade de traduzir o Nam-myoho-rengue-kyo para a língua de cada país, o presidente Ikeda respondeu: “O Nam-myoho-rengue-kyo é a Lei eterna e imutável, e por isso não há necessidade de traduzi-lo para que os estrangeiros possam recitá-lo. Não há problema em traduzir as escrituras para o alemão ou para o inglês a fim de interpretar o significado do Nam-myoho-rengue-kyo, mas o Daimoku a ser recitado é Nam-myoho-rengue-kyo em qualquer lugar. O Daimoku é a língua universal que nos liga diretamente ao Buda. Por exemplo, em sânscrito, o Sutra de Lótus é Saddharma-pundarika Sutra. Nem por isso podemos recitar o Daimoku como Namu Saddharma-pundarika Sutra, pois existe também a questão do som e do ritmo.” (Nova Revolução Humana, vol. VI, pág. 222.)

Assim sendo, a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, ou seja, a prática do Daimoku, é feita de uma só forma em todo o mundo e deve ser com postura proativa, isto é, determinada a gerar mudanças com objetivos claros e concretos. A proatividade significa muito mais do que tomar a iniciativa. Implica que somos responsáveis por nossa própria vida.

Fonte:
Brasil Seikyo, edição nº 1.793, 30 de Abril de 2005 pág. A2.